domingo, 24 de abril de 2011

GESTÃO DE TECNOLOGIAS NA ESCOLA: POSSIBILIDADES DE UMA PRÁTICA DEMOCRÁTICA



Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida

O sentido das palavras

Compreender o que é a gestão de tecnologias na escola implica começar a pensar no conceito primeiro de tecnologia e de gestão.
Tecnologia é um conceito com múltiplos significados, que variam conforme o contexto (Reis, 1995), podendo ser vista como: artefato, cultura, atividade com determinado objetivo, processo de criação, conhecimento sobre uma técnica e seus respectivos processos etc. Japiassu e Marcondes (1993, p. 232) acentuam o sentido da palavra técnica na ciência moderna como a “aplicação prática do conhecimento científico teórico a um campo específico da atividade humana”.
Em 1985, Kline (Reis, 1995, p. 48) propôs uma definição de tecnologia como o estudo do emprego de ferramentas, aparelhos, máquinas, dispositivos, materiais, objetivando uma ação deliberada e a análise de seus efeitos. Envolve o uso de uma ou mais técnicas para atingir determinado resultado, o que inclui as crenças e os valores subjacentes às ações, estando relacionada com o desenvolvimento da humanidade, sua emancipação, ou controle e dominação.
Ciência e tecnologia formam um complexo e, ao optar por determinada maneira de utilizá-las, o ser humano revela sua forma de ver e interpretar o mundo e se posicionar diante dele como sujeito histórico de seu tempo e lugar. A mesma tecnologia ou o mesmo conhecimento elucidativo, que enriquecem o saber humano, favorecem novas conquistas e geram a evolução, a libertação e a transformação da sociedade, também podem provocar a subjugação da humanidade e ameaçar o ecossistema.
Assim como tecnologia, o conceito etimológico de gestão traz diversos sentidos decorrentes da ação de gestar, trazer, ou do efeito de gerir, administrar, dirigir, proteger, abrigar ou, ainda, produzir, criar, ter consigo, nutrir, manter, mostrar, fazer aparecer, digerir, pôr em ordem, classificar... (Dicionário Houaiss, 2001).
Atualmente, a noção de gestão no âmbito das organizações engloba os processos sociais que nelas se desenvolvem e as complexas relações que se estabelecem em seu interior e exterior. Gestão organizacional passou a ser um conceito abrangente e dinâmico, que extrapola a concepção de organização administrada como máquina e se aproxima dos paradigmas associados à sociedade da informação e às mudanças de suas práticas com o intenso uso das tecnologias de informação e comunicação, o que gera uma outra dimensão da gestão, que trata da gestão de informações e conhecimentos (Vieira, Almeida e Alonso, 2003).
A rede de informações e conhecimentos tecida na organização constitui um organismo vivo, cujo sistema tem uma capilaridade que se realimenta do próprio contexto, das competências individuais, projetos, recursos e conhecimentos produzidos internamente, bem como do que é gerado no ambiente externo. Essa rede representa mais do que um recurso tecnológico, tendo a função de organizar e viabilizar as ligações (conexões) entre as informações (nós), processá-las, mantê-las em memórias dinâmicas, realizar a busca seletiva e sua atualização instantânea.
À semelhança dos organismos vivos, as organizações educacionais englobam distintas dimensões do sistema educativo, destacando-se as dimensões cognitivas, sociais, políticas, pedagógicas, técnico-administrativas e as redes de conexões que articulam os distintos elementos que interferem em sua vida e funcionamento.
A visão de gestão no contexto escolar representa a orientação e a liderança da rede de relações complexas que se estabelecem em seus espaços, caracterizada pela diversidade, pluralidade de interesses e movimentos dinâmicos de interação e mudanças que emergem no conflito de interesses e dinamizam a dialética das relações.
Nessa perspectiva, a concepção de gestão educacional assume um significado abrangente, democrático e transformador, que supera e relativiza o conceito de administração escolar, embora não o despreze, porque ele constitui uma das dimensões da gestão escolar voltada à compreensão da escola como espaço de conflitos de relações interpessoais; de negociação entre interesses coletivos e projetos pessoais para a construção do projeto político-pedagógico da escola; de democratização dos processos e produtos; de emergência e alternância de lideranças; de socialização de tecnologias e sua utilização na produção de saberes, no acompanhamento de suas atividades; na identificação e articulação entre competências, habilidades e talentos das pessoas que atuam na escola, com vistas à resolução de suas problemáticas.
A gestão de tecnologias na escola implica compreender e articular duas concepções essenciais a esse processo: gestão e tecnologias, cuja conexão se viabiliza nas práticas escolares com o uso de tecnologias.


Tecnologias e gestão na escola



A trajetória percorrida na introdução de tecnologias na escola pode caracterizar-se pela sujeição de professores, alunos, coordenadores e gestores a meros consumidores de informações, apresentando-se como uma barreira à criação de ambientes de aprendizagem mais abertos, permeáveis, flexíveis e participativos. A par disso, se observam práticas de uso de tecnologias em escolas que revelam novos papéis dos agentes educativos como organizadores de informações e criadores de significados, que apóiam suas atividades no estudo de fontes externas e na realização de atividades colaborativas para a produção de conhecimentos relacionados com a resolução de problemas concretos do contexto. Nesta última situação, as tecnologias são selecionadas e agregadas ao trabalho conforme as necessidades da atividade em realização e suas características intrínsecas.
Em qualquer um dos casos, a atuação do gestor como liderança da escola é essencial! O gestor líder é aquele que apóia a emergência de movimentos de mudança na escola e percebe nas tecnologias oportunidades para que a escola possa se desenvolver. Ele busca criar condições para a utilização de tecnologias nas práticas escolares, de forma a redimensionar seus espaços, tempos e modos de aprender, ensinar, dialogar e lidar com o conhecimento. Ele procura identificar as potencialidades dos recursos disponíveis para proporcionar a abertura da escola à comunidade, integrá-la aos distintos espaços de produção do saber, fazer da escola um local de produção e socialização de conhecimentos para a melhoria da vida de sua comunidade, para a resolução de suas problemáticas, para a transformação de seu contexto e das pessoas que nele atuam.
Compreender as potencialidades inerentes à cada tecnologia e suas contribuições ao ensinar e aprender poderá trazer avanços substanciais à mudança da escola, a qual se relaciona com um processo de conscientização e transformação que vai além do domínio de tecnologias e traz subjacente uma visão de mundo, de homem, de ciência e de educação.
Para que seja possível usufruir as contribuições das tecnologias na escola, é importante considerar suas potencialidades para produzir, criar, mostrar, manter, atualizar, processar, ordenar, o que se aproxima das características da concepção de gestão. Tratar de tecnologias na escola engloba processos de gestão de tecnologias, recursos, informações e conhecimentos que abarcam relações dinâmicas e complexas entre parte e todo, elaboração e organização, produção e manutenção.
A criação de redes proporciona a superação de concepções dicotômicas e entrelaça conceitos que se tornaram disjuntos pela ciência moderna. Deste modo, a escola e seus atores e autores, sujeitos do ato educativo, têm a oportunidade de encontrar nas tecnologias o suporte adequado ao desenvolvimento e integração entre as atividades técnico-administrativas, políticas, sociais e pedagógicas por meio de nós e ligações que compõem a tessitura da rede.


Gestão de tecnologias na escola


Atualmente, muitos autores colocam o foco de seus estudos na gestão escolar. Lück (2001) acentua a importância da tomada de consciência dos gestores para a sua atuação nas mudanças, uma vez que a realidade pode ser mudada a qualquer momento, quando as pessoas se compreendem como produtoras de sua realidade por meio de seu trabalho – práxis. Ela reafirma “a importância de se dirigir a instituição não impositivamente, mas, sim, a partir dela mesma, em sua relação integrada com a comunidade a que deve servir. Isso porque o homem, para conhecer as coisas em si, deve primeiro transformá-las em coisas para si (Kosik, 1976, p. 18)”. Lück traz importantes contribuições para se compreender a gestão escolar transformadora e democrática. Embora ele não leve em conta as contribuições das tecnologias para sua concretização, não direcionando seu olhar para a gestão de tecnologias, os aspectos que enfatiza ajudam a entender a apropriação e gestão das TIC no contexto escolar.
É evidente que o profissional que não domina as tecnologias existentes na escola, nem compreende as possíveis contribuições destas ao seu fazer profissional, tende a rejeitá-las e não as coloca à disposição da comunidade para a construção coletiva de significados e sentidos no âmbito de seu contexto. Isso se evidencia em incontáveis situações em que a escola não se apropriou dos artefatos tecnológicos disponíveis em seus espaços, desde os mais convencionais (retroprojetor, microscópio, máquina fotográfica etc.) até as TIC, e não faz a gestão desses recursos, os quais se encontram ignorados em algum depósito, numa atitude incongruente com a proposta de gestão compartilhada.
A incorporação de tecnologias nas atividades da escola envolve distintos aspectos da gestão decorrentes do efeito de gerir, administrar, proteger, manter, colocar em ordem, ou seja, de tornar utilizáveis os recursos tecnológicos. Isto significa registrar, organizar, recuperar e atualizar as informações; produzir estratégias de comunicação e participação; abrigar e administrar as atividades, conteúdos e recursos; gerir ambientes e processos de avaliação; estabelecer novas relações com a história, consigo mesmo, com o mundo e com o saber.
Paralelamente, no atual estágio de desenvolvimento das TIC, assiste-se à incorporação de propriedades de distintas tecnologias em um único artefato tecnológico, no qual convergem diferentes formas de expressar o pensamento e representar o conhecimento pela integração de linguagens verbais, icônicas, sonoras, visuais, textuais e hipertextuais, as quais proporcionam novos modos de criar, pensar, comunicar, interagir, aprender e ensinar, viabilizando o exercício do diálogo, a polifonia em relação à forma e ao conteúdo e à reconstrução de significados.
Ao analisar as reações, manifestações e percepções expostas por gestores numa situação de formação semipresencial para a inserção das TIC, realizada pelo projeto Formação de Gestores Escolares e Coordenadores para a Gestão de Tecnologias de Informação e Comunicação, realizado pela PUC/SP no ano de 2002, em parceria com o ProInfo-SEED/MEC2, UFPA e SEE/PA, Fontes (2004) encontrou elementos essenciais a considerar em programas de inserção das TIC na escola. Destacam-se os elementos: a importância do trabalho coletivo; a integração das atividades de uso das TIC nas práticas da escola, conforme as diretrizes e prioridades do seu Projeto Político-Pedagógico; o incentivo à criação de um fluxo de informações e troca de experiências que favoreça a colaboração entre professores, alunos, pais e comunidade interna e externa à escola e a gestão compartilhada; o acesso a redes de informações para a tomada de decisões; a criação de redes de pessoas que se interrelacionam, produzem conhecimentos e convivem com as diferenças respeitando-se mutuamente.



Uma prática democrática de gestão de tecnologias

Ao levar em conta os elementos identificados na formação de gestores com e para a inserção das TIC na escola (Vieira, Almeida e Alonso, 2003), Fontes (2004) apontou a mudança da atitude inicial dos gestores de desconfiança e resistência para a abertura ao novo, aceitação do uso, incorporação das TIC e prazer ao utilizá-las em suas práticas. O depoimento de um dos gestores/alunos do curso, em uma sessão de chat, realizado no ambiente virtual e-ProInfo, traz indícios dessa mudança em seu depoimento, que a cultura tecnológica começa a se expandir na escola e as TIC ocupam espaços diversificados para uso em atividades diversas, conforme suas características e demandas, salientadas no depoimento do aluno/gestor:
“Eu vejo a informática como um modo de motivar, de despertar nos alunos o interesse em apreender (...) Nós temos computadores nos laboratórios, nas secretarias, nas salas dos pedagogos. Falta na sala de leitura, que eu estou correndo atrás. Eu pretendo colocar computador até na cozinha, para atualização do estoque da merenda.”
As mudanças observadas por Fontes podem tornar-se mais efetivas caso a rede de colaboração criada durante o curso permaneça ativa, ou podem arrefecer, se os gestores se sentirem sozinhos e sem ter com quem trocar suas experiências, apoiando-se mutuamente nas conquistas e dissabores. Evidencia-se a importância de se desenvolver programas de formação voltados para as especificidades do trabalho dos gestores, alicerçados na articulação entre as dimensões administrativas e pedagógicas, na integração entre tecnologias e metodologias de formação, tendo as tecnologias como artefatos que favorecem os encontros entre pessoas, valores, concepções, práticas e emoções.

fonte: Salto para o futuro

22 comentários:

  1. O texto colocado reflete exatamente as dificuldades e importância nesta inclusão tecnológica. Este blog traz como ideia uma grande forma para ocorrer esta inclusão. Parabéns - Guilherme

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  2. As chamadas "novas tecnologias" realmente assustam os professores, pois, atualmente, a concorrência com a sala de aula é um grande desafio. São máquinas digitais cada vez mais potentes, Ipods, celulares, vídeos-games, enfim, são chamativos para as crianças, fato este que faz com que muitas delas acabam "trocando" a escola por isso. Devemos inserir essa modernidade em nossas aulas, desde que as transformamos em conhecimento. Para isso, devemos garantir acesso a elas, ter domínio técnico (capacitação), domínio pedagógico e gerencial além de soluções inovadoras. (Luciana Carvalho)

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  3. As novas tecnologias as chamadas Tics, conforme o texto muito tem a agregar a Gestão Escolar e toda a metodologia aplicada como um todo.
    O texto destaca ainda a importância do trabalho ser realizado em parceria, o incentivo à criação de um fluxo de informações e troca de experiências que favoreça a colaboração entre professores, alunos, pais e comunidade interna e externa à escola e a gestão compartilhada; o acesso a redes de informações para a tomada de decisões; a criação de redes de pessoas que se interrelacionam, produzem conhecimentos e convivem com as diferenças respeitando-se mutuamente.
    Nós educaducadores temos a missão de nos integrar as novas Tics, transformar nosso aprendizado de modo acessível e consizente a nossa realidade, utilizando as novas tics como ferramenta de informação, relacionamento, busca ensino e aprendizagem.


    Ana Paula Machado

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  4. As praticas de mudança de um gestor e para um bom desenvolver na escola é preciso que ele busque criar condiçoes para utilização de tecnologias e práticas escolares , são novos tempos de aprender e lidar com as novas mudanças e que use os tics no seu dia a dia´. Eu vejo a novas tecnologias como um mdod de motivar, despertar nos alunos o interesse . em aprender . O profissional tem que acompanhar as novas formas de concepçoes e emoçoes

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  5. O texto nós mostra o conceito entre tecnologia e gestão: Tecnologia para Reis(1995, é artefato,cultura, atividade com objetivo). Conhecimento sobre técnica, emprego de ferramentas, aparelhos, máquinas entre outros. Ciência e tecnologia a maneira como utilizar, interpretar o ser humano no mundo, e sua posição diante da tecnologia. A gestão é produzir,criar,dirigir,trazer,fazer aparecer, nutrir, pôr em ordem... A gestão passou a utilzar tecnologias,informações e comunicação. A gestão escolar,com a tecnologia trouxe para a escola diferentes interesses entre professor e aluno. Alguns positivo outros negativos,gerando conflitos. A tecnologia na gestão escolar é valorizar a tecnologia, e saber utilizá-la como seu apoio pedagógico. É traze-la para dentro da sala de aula com naturalidade. É o gestor liderar e se envolver para que as mudanças possam ocorrer de uma forma prazerosa e produtiva.
    A gestão de tecnologias nas escolas é tomar decisões para que as mudanças ocorram. De acordo com o texto, os profissionais que não conseguem lidar com as tecnologias é porque não as compreendem, e não sabem quais as contribuições que teram. E por isso as rejeitam sem tentar colocar em prática. O gestor precisa registrar, organizar, recuperar e atualizar as informações para produzir uma comunicação e participação de seus processos.
    Para proporcionar resultados que sejam criativos, idealizadores e principalmente interativos uns com os outros. Gerando professores,gestores e alunos que tenham vontade de transformar a aprendizagem e aprender de uma maneira diferente(utilizando a tecnologia como apoio pedagógico).Adriana Ranieri Faria Corrêa Pós Graduação

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  6. A tecnologia tem quer ter um significado, uma importância, fazer parte e ser compreendida para ter seu valor reconhecido.Se profissional não a compreende tende a não usá-la e hostilizar seu uso.De acordo com o texto, a incorporação de tecnologias nas atividades da escola envolve distintos aspectos da gestão.Se não for um realidade para gestão e a equipe os recursos tecnológicos não servirão para enriquecer as atividades da instituição. Amanda pós em gestão.

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  7. As praticas de mudança de um gestor e para um bom desenvolver na escola é preciso que ele busque criar condiçoes para utilização de tecnologias e práticas escolares , são novos tempos de aprender e lidar com as novas mudanças e que use os tics no seu dia a dia´. Eu vejo a novas tecnologias como um mdod de motivar, despertar nos alunos o interesse . em aprender . O profissional tem que acompanhar as novas formas de concepçoes e emoçoes

    Maria luiza da Silva

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  8. O GESTOR QUE UTILIZA DA TECNOLOGIA TEM UMA VISÃO MAIS AMPLA E MODERNA DE SEU TRABALHO,CONSEGUI UTILIZAR DA MESMA , COM UMA VISÃO DE AMPLIAR CONHECIMENTOS E DIRECIONAR SUA EQUIPE EM BUSCA DE NOVOS HORIZONTES .
    PARA TAL DESPOJAMENTO O GESTOR TEM QUE SE ESFORÇAR PARA IR EM BUSCA DESSA NOVA CONQUISTA, BUSCANDO RECURSOS E MOSTRANDO PARA TODOS QUE ESTÃO COMPROMETIDOS COM A ESCOLA ,O QUANTO A TECNOLOGIA IRÁ TRAZER MELHORIAS NO APRENDIZADO DAS CRIANÇAS E PROFISSIONAIS DA ÁREA.
    A TECNOLOGIA É ALGO QUE OS GESTORES, QUE QUEREM MUDANÇA, QUE BUSCAM MELHORAR SEU TRABALHO TEM QUE CONQUISTAR E AMPLIAR O SEU USO,NÃO UTIZANDO APENAS EM SEU DIA A DIA,E SIM PERMETINDO QUE TODOS PARTILHEM E AMPLIEM SEUS CONHECIMENTOS.
    REGINA COELI PEREIRA GARCIA SILVA

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  9. Gostei muito do texto, pois compreender as potencialidades inerentes à educação tecnológica e suas contribuições ao ensinar e aprender trará avanços notáveis à mudanças na escola. Dominar tecnologias é trazer uma nova visão de mundo, de homem, de ciência e educação.
    O profissional que não domina as diversas tecnologias existentes na escola, nem compreende suas contribuições, tende a rejeitá-las e não as coloca à disposição da comunidade.
    Temos que buscar na tecnologia uma forma a mais de motivar, de despertar nos alunos o interesse em apreender.
    Um gestor eficiente, mesmo diante de muitas deficiências estruturais e organizacionais em sua escola, busca alternativas para solucionar estes problemas. E solucionar é pensar em recursos tecnológicos. Buscar TICs é modificar visões, é trazer para dentro dos muros da escola parcerias, garantindo o acesso a estes recursos, dominando técnicas e ofertando domínio pedagógico e gerencial.

    Gostaria de mais tempo para reler o texto e ter um domínio mais preciso nos comentários.
    Mas deu para perceber que o texto é solução para muitos devaneios.
    Tenho certeza de que irei buscá-lo novamente.


    ROSANGELA CLARET PERES

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  10. Atualmente o cenário global implica a dinâmica do trabalho com a tecnologia em rede, isso elucida a necessidade da busca de profissionais ligados principalmente a educação, no caso especial, o gestor, de ter uma visão voltada ao uso das Tics como ferramenta pedagógica, política, ética, etc, na construção do conhecimento, na construção de um humano melhor.
    Promover a formação continuada no uso das Tics é essencial para uma gestão voltada para o atual, o aqui agora, sabendo de seus limites e de seus avanços, profissionais da educação precisam fazer dessa ferramenta a sua aliada frente aos desafios colocados por ela e sua demanda. O profissional no uso das Tics precisa sentir - se pertencente, com significado, diante do seu uso, para ter uma busca com entusiasmo.Pode - se ter auto - formação, troca de experiências, construção de conhecimento.
    Colocar o uso das Tics como facilitadora e desafiadora do aprendizado dialético lança o desafio da mudança no planejamento, trabalho com projetos, pesquisa, em colocar o aprendiz como agente, como parcipante, criador, permitir a libertação da criatividade. Mas acima de tudo alertar para suas armadilhas, pois ela, como uma comunicação em rede nos passa uma sensação de segurança. Já que individualizou o ser humano, o saber, é papel da educação ter uma visão mais holística dessa problemática.
    Patrícia

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  11. Ana Rosa Arouche Magalhães Costa3 de maio de 2011 às 06:29

    Atualmente, não é possível não fazer uso das TIC na gestão escolar como fonte de informação, atualização e socialização do conhecimento. o gestor atento precisa preparar-se e preparar seus professores para utilizar as novas tecnologias e disponibilizá-las transformando o seu contexto.A comunidade escolar que compreende os múltiplos usos de cada tecnologia está mais apta para aprender e ensinar.

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  12. Maria Isabel de Barros Campos3 de maio de 2011 às 07:01

    Os novos desafios das TIC para a área educacional promove o diálogo entre novas tecnologias e gestão escolar inovando sua prática pedagógica. Não basta saber utilizá-las, é preciso fazer uso consciente e transformador. Em uma sociedade extremamente desigual é preciso, que o gestor, seja empreendedor e promova as mudanças necessárias para que as diferenças diminuam e transforme informações em conhecimento para o bem da coletividade.

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  13. Visando as novas tecnologias, é necessário que o corpo docente atualize constantemente. Não podemos deixar de fazer uso das tecnologias que temos nas escolas e grande parte das vezes que não são aproveitadas é por insegurança ou não saber fazer uso do equipamento. Planejar aulas diferenciadas é uma forma de prender um pouco mais à atenção dos alunos.Segundo o texto as experiências feitas com o TIC foram muito proveitosas e motivaram os alunos. É uma forma de ensinar de maneira diferente e talvez com melhor compreensão. Por fim, não podemos deixar de pensar nos alunos que não tem acesso aos meios de comunicação e dar a oportunidade de fazer uso dos mesmos.
    Liria Luzia de Oliveira

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  14. É evidente o avanço tecnológico que estamos vivendo a todo momento, e a escola precisa acompanhar este desenvolvimento afim de contribuir com o processo de ensino e aprendizagem. Cabe aos gestores e educadores utilizar de forma produtiva as TIC, para que tornem fontes prazeirosas de conhecimento para os alunos. Mas é necessário ressaltar que muitos deles não tem acesso permanente de certas tecnologias, então cabe ao professor ter esta cautela para não exigir o que está fora da realidade de cada um. Gabriela Cristina da Silva

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  15. Sabemos que as tecnologias foram criadas para o melhoramento na vida das pessoas. Sabemos também que os recursos tecnológicos têm aspectos positivos e negativos, que ora são usados para o bem ora para o mal: desenvolvimento da humanidade e emancipação ou para controle e dominação, prejudicando o ecossistema.
    Na escola não é diferente, temos que aproveitar os recursos tecnológicos em favor de nossos alunos, de modo que eles se tornem aliados na construção do conhecimento.
    Para que isso ocorra positivamente, é necessária uma gestão transformadora, democrática e que oriente os movimentos de mudança. É essencial que esse trabalho aconteça em equipe e que todas as práticas pedagógicas sejam pautadas com o uso de tecnologias. Só assim a escola encontrará o desenvolvimento.
    Luciene Lemos

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  16. O TEXTO NOS MOSTRA A RELAÇÃO ENTRE A GESTÃO ESCOLAR E A TECNOLOGIA TRAZIDA PELOS APARELHOS COMO: COMPUTADORES, CAMÊRAS FOTOGRAFICAS E OUTROS QUE PODEM SER UTILIZADOS PELOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO COMO RECURSOS PARA UM TRABALHO MAIS DINÂMICO, INTERATIVO, CRIATIVO E PRINCIAPLMENTE MOTIVADOR DO INTERESSE DOS ALUNOS E TAMBÉM DOS PROFESSORES. COMO VIMOS NO TEXTO PARA QUE O TRABALHO TECNOLÓGICO ACONTEÇA COM ÊXITO E SEJA RELAMENTE INOVADOR É NECESSÁRIO QUE HAJA UMA MUDANÇA NA POSTURA DOS PROFISSIONAIS DE TODA A ESCOLA, PARA ISSO É NECESSÁRIO QUE O GESTOR OU COORDENADOR REALIZA UM TRABALHO DE CONCIENTIZAÇÃO E VALORIZAÇÃO PARA COM OS RECURSOS TECNOLÓGICO, COMO TAMBÉM É INTERESSANTE QUE A EQUIPE PEDAGOGICA RECEBA APOIO DA COORDENAÇÃO E AJUDA NO MOMENTO EM QUE FOREM ELABORAR AS ATIVIDADE INTERATIVAS. SÓ ASSIM O QUE TANTO ESPERAMOS PARA UMA EDUCAÇÃO INTERESSANTE IRÁ ACONTECER QUE É A PARTICIPAÇÃO EFETIVA E MOTIVADA DOS ALUNOS, DE MODO QUE ELES ULTILIZEM MATERIAS ADEQUADOS A SUA ÉPOCA E IDADE.
    NATALIA - PÓS GRADUAÇÃO UNIFEG

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  17. O texto nos mostra de como a educação tecnológica é de mera importância para a educação e de como ela pode ser bem desenvolvida na sala de aula e de que os gestores com uma gestão democrática pode nos benificiar no meio educacional e também para a vida toda. E que as mudanças são necessárias mesmo que nós profissionais da educação possamos ter muitas dificuldades sobre educação tecnológica.Gostei muito do texto e aprendi muito do assunto em quetão.

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  18. Trabalhar as TIC em sala de aula deve ser vista como um recurso inovador, auxiliador e transformador na prática escolar. Uma vez, que os recursos tecnológicos estão cada vez mais presentes no cotidiano dos discentes, usar dessas TIC para trabalhar os conteúdos curriculares configura-se como ferramenta indispensável desse trabalho. O educador deve orientar os alunos o uso consciente dessas TIC e com criatividade criar novas aulas e novos métodos para renovar o ambiente escolar.

    Lais Cristina Araújo Suéli

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  19. O texto fala sobre os desafios das tecnologias que temos que adaptar para ensinar. Sempre temos que estar adaptados para essas tecnologias boas e ruins porque ela estará no nosso dia-a-dia como educadores. O educar que não estar adaptado para essas tecnologias terá dificuldades, em desenvolver objetivos com os alunos.
    NAIARA

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  20. Embora as tecnologias nos dias atuais são muito comuns a realidade em que vivemos é de professores bastante despreparados para lidar com o uso das Tic nas escolas. Os aluno por sua vez já nasceram nessa era de tantas tecnologias avançadas,para eles é tudo mais simples do que para nós que fomos conhecer depois de adultos. A realidade nas escolas públicas é complicada pois estas tecnologias quando tem não estão funcionando pois não há técnicos para manutenção.Contudo precisamos nos adequar pois a cada dia que passa surgem novas Tic.
    Cíntia Maria de Paula Sérgio

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  21. As inúmeras transformações ocorridas no último século e no início deste, dentre elas a tecnologia, alteraram o papel do gestor.
    Segundo o texto "Gestão de tecnologias na escola: possibilidades de uma prática educativa", o gestor é o articulador, aquele que administra, cria, nutre, produz e mostra. Assim sendo, um gestor que queira uma gestão democrática e participativa e que atenda os novos desafios colocados à escola, como a inclusão, por exemplo, deve favorecer o uso das TIC como instrumento de formação tanto para o corpo docente como para os alunos, propiciando momentos de estudo onde estes possam discutir e argumentar alguns temas, possibilitando assim a construção de conhecimentos e a participação dos envolvidos na gestão da escola.
    Regina Correa

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